PROSPECTOS BRASILEIROS DO MMA NA DIVISÃO PESO ÁTOMO FEMININO PARA 2026

Os lutadores brasileiros sempre foram reconhecidos por seu alto nível técnico e pela capacidade de protagonizar lutas empolgantes, e isso também se reflete no peso-átomo feminino. O Brasil tem representantes relevantes nesta categoria a nível mundial. Este recorte foi realizado observando o ranking nacional e ponderando aspectos como idade, cartel e desempenho recente, com foco nas perspectivas para 2026.

  • Elisandra “Lili” Ferreira é atualmente o nome mais consolidado entre as brasileiras da categoria. Com um cartel sólido de 9 vitórias e apenas 2 derrotas, Lili construiu sua relevância atuando pelo Invicta FC, evento que historicamente mais revela talentos no MMA feminino em nível global. Ela é a atual campeã peso-átomo da organização, tendo realizado uma defesa de cinturão em abril de 2025, o que reforça seu status de atleta de elite na divisão. Ao todo, soma 5 vitórias dentro do Invicta, enfrentando adversárias qualificadas e demonstrando evolução constante. Aos 27 anos, vive um momento de plena maturidade competitiva, destacando-se pelo controle de ritmo, excelente cardio e leitura estratégica, características que explicam o alto número de vitórias por decisão. Treinando pela equipe Mesquita Bros, Lili é hoje a principal referência do peso-átomo brasileiro.


  • Isabella “Isa Kick” Araújo representa o perfil mais explosivo dentre as três e vive um momento de forte ascensão. Aos 25 anos, construiu praticamente toda a sua trajetória profissional no Shooto Brasil, organização tradicional na formação de talentos no país, onde se tornou campeã do peso-átomo em outubro de 2025. Suas 4 vitórias no MMA profissional foram todas por interrupção, sendo 3 por KO/TKO e 1 por finalização, evidenciando um estilo extremamente agressivo e orientado para encerrar as lutas. Integrante da tradicional Nova União, Isa Kick combina pressão constante, alto volume de golpes e confiança na trocação, sendo hoje um dos nomes mais empolgantes da categoria no cenário nacional e um prospecto que tende a ganhar ainda mais projeção ao longo de 2026.


  • Giuliane Perea, aos 32 anos, vem construindo sua carreira profissional de forma equilibrada entre Shooto Brasil e Invicta FC, com duas lutas realizadas em cada organização, o que já lhe garante experiência relevante em diferentes níveis de competição. Treinando pela Nova União, Giuliane apresenta um jogo técnico bem distribuído entre trocação e grappling, além de maturidade tática e bom controle emocional dentro do cage. Suas vitórias mostram versatilidade, com capacidade de vencer tanto por decisão quanto por interrupção, e indicam que pode se manter competitiva em desafios cada vez mais exigentes ao longo de 2026.

🔎 Observação: atualmente, o UFC não possui a categoria peso-átomo feminino. Portanto, caso essas atletas busquem uma oportunidade na maior organização de MMA do mundo, será necessário avaliar a subida para a categoria peso-palha (115 lb / 52 kg), onde a visibilidade e o volume de eventos são significativamente maiores.

💬 Agora a discussão: qual dessas atletas você acredita que tem mais chances de brilhar no cenário internacional? Existe outro nome brasileiro do peso-átomo que poderia estar nessa lista?

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